GEAL

Grupo de Estudos Integrados sobre a Aquisição da Linguagem

QUEM SOMOS

Data de Criação: 2000

Grande Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Área Predominante: Educação

Líder do Grupo: Nair Ferreira Gurgel do Amaral

 Vice-Líder do Grupo: Neusa dos Santos Tezzari


METAS

O Grupo propõe-se discutir, a partir de uma concepção sócio-histórica de aprendizagem e de um quadro enunciativo do discurso, o letramento em diferentes escolas de comunidades ribeirinhas do município de Porto Velho/RO. Considera-se o processo discursivo pelo qual passam os alunos na aprendizagem da língua materna, verificando como se dá o letramento intra escolar, através da averiguação dos gêneros textuais e discursivos que circulam nesse contexto e que são objeto de ensino. As pesquisas buscarão contribuir para o desenvolvimento da leitura, da oralidade e da escrita por meio de estudos e da investigação da ação pedagógica do professor. Pretende-se, ainda:

a)  Investigar as concepções de educação, linguagem, leitura e escrita que subjazem ao trabalho do professor;

b)Diagnosticar as variantes linguísticas das comunidades ribeirinhas;

c) Investigar como a educação física, através da exploração da dimensão lúdica, pode, com práticas significativas, ser constitutiva de atividades de expressão oral e escrita.

d) Identificar e analisar como a cultura amazônica ribeirinha presente nas narrativas, saberes e histórias locais colaboram no processo da formação educacional dos alunos ribeirinhos.


ÁREA GEOGRÁFICA DE EXECUSSÃO

 

 

ESCOLAS PESQUISADAS

  1. Escola Municipalizada Rural “Engenho do Madeira” – Comunidade Novo Engenho.
  2. Escola Estadual de Ensino Fundamental “Franklin Delano Roosevelt”- Bairro do Triângulo.
  3. Escola Municipalizada Rural “Antônio Augusto de Vasconcelos” – Comunidade da Cachoeira de Teotônio.
  4. Escola Municipal “Ermelindo de Morais”- BR 319 – Balsa.
  5. Escola Estadual “Eloísa Bentes” – Bairro Flodoaldo Pontes Pinto
  6. Escola Estadual “Tancredo Neves” – Bairro Tancredo Neves

LINHAS DE PESQUISA

 

1. LEITURA E LETRAMENTO

 

Coordenadora: Drª Neusa dos Santos Tezzari.

 

Resumo: Trabalhamos algumas concepções, especificamente sobre a leitura, sobre o ato de ler, sobre professores e sua relação com a leitura e, especialmente sobre as relações que se estabelecem entre professor e alunos mediadas pela leitura merecem ser explicitadas. Partimos do pressuposto de que professores, especialmente os alfabetizadores, precisam ter internalizado um conceito de leitura amplo, no qual estejam implícitos diversidade de suportes, de tipos de texto e de objetivos de leitura, conscientes de que a leitura cumpre uma função sócio comunicativa das mais relevantes. Desta forma, precisam reconhecer o caráter plural de leitura, a existência de múltiplas leituras, tão diversas quantos forem os objetivos, os suportes, os leitores, etc. e lidar com a leitura, na escola e na vida, explorando os vários processos de leitura.

 

2. ALFABETIZAÇÃO, ORALIDADE E ESCRITA.

 

Coordenadora: Drª Iracema Gabler

 

Resumo: O papel do educador não é propriamente falar ao educando sobre sua visão de mundo ou lhe impor esta visão, mas dialogar com ele sobre a sua visão e a dele. Sua tarefa não e falar, dissertar, mas problematizar a realidade concreta do educando, problematizando-se ao mesmo tempo. Nesse sentido, educador/educando estão sempre a se fazer a se construir num processo de inacabamento de incompletude em que o diálogo é mediador dessa reconstrução. Para melhor compreender a linguagem e a língua (oral e escrita), sua constituição sócio-histórica e relação com alfabetização e letramento há inúmeras contribuições dadas por Paulo Freire, pois quando perguntado por que alfabetizar, ele respondeu: “para que as pessoas que vivem em uma cultura que conhece as letras não continuem roubadas de um direito – o de somar à “leitura” que já fazem do mundo a leitura da palavra que ainda não fazem.”

 

3. ANÁLISE DO DISCURSO E ENSINO.

 

Coordenadora: Drª Nair Ferreira Gurgel do Amaral

 

Resumo: Pretende-se demonstrar a subjetividade discursiva, considerando as marcas que tornam evidente o trabalho do sujeito, especialmente aquelas que favorecem o trato com a linguagem. Como a linguagem é sempre produto de um indivíduo socialmente situado, os significados são estabelecidos entre sujeitos organizados socialmente, constituindo discursos impostos pela sociedade e ditados pela ideologia. Os indivíduos ao falarem levam em consideração o que podem e o que devem dizer de acordo com as conveniências. Entretanto, se a sociedade organiza os sujeitos, é verdade, também, que esses mesmos sujeitos podem modificar a sociedade, transformá-la, reorganizá-la. Para o momento, interessa o resgate do sujeito e, claro, dos enunciados por ele proferidos. É nesse momento que o sujeito, através da sua participação, sua interlocução, projeta sua “ideologia do cotidiano”, a fim de confrontá-la com outras posições e construir-se no espaço social.

 

4. LÚDICO E LINGUAGEM NA ESCOLA.

 

Coordenadores: Ms. Célio José Borges e Ms. João Guilherme Rodrigues Mendonça

 

Resumo: Fundamentaremos a relação da infância com o lúdico e com a imaginação criadora. A ciência moderna, ao desautorizar a credibilidade da experiência tradicional, instaurou a fragmentação entre o racional e o sensível, entre o uno e o múltiplo, entre o humano e o divino. Uma das conseqüências disso foi a exclusão da imaginação dos limites da experiência, ocasionando um irremediável empobrecimento das formas de se chegar ao conhecimento, uma vez que imaginação, desejo e paixão estão estreitamente relacionados; cindir imaginação e experiência é colocar de um lado o desejo e a paixão e do outro, a necessidade. Na perspectiva do senso comum, imaginação e fantasia se fundem com o irreal, com aquilo que não se ajusta à realidade e que, portanto, carece de valor prático e de racionalidade. O principal elemento da atividade criadora está nas relações sociais, pois são elas que vivificam e alimentam a constituição da arte, da ciência.

 

5. CULTURA AMAZÔNICA E EDUCAÇÃO.

 

Coordenador: Ms. Clarides Henrich de Barba

 

Resumo: As pesquisas enfocam a ligação entre a cultura amazônica ribeirinha e as práticas educacionais sob eixo do processo da construção educativa dos educandos, diante do contexto cultural amazônico em Escolas ribeirinhas situadas ao longo do Rio Madeira, Porto Velho. As pesquisas identificam os significados dos saberes e das narrativas locais abordando como elas são trabalhadas e analisa como os professores tratam a cultura local na sala de aula. Entre as várias concepções de cultura, interessa-nos especialmente a antropológica, segundo a qual a cultura é a forma que o homem encontra de se relacionar com o mundo, o que inclui tudo o que ele faz, pensa e todos os seus valores. Essa relação construída é, obviamente, histórica, e se transforma no tempo e no espaço. A conseqüência primeira disso é que nunca existe uma cultura só: regiões, grupos sociais e idades têm seus traços culturais, embora não sejam obrigatoriamente diferentes em tudo dos outros à sua volta. A metodologia empregada segue a perspectiva etnográfica com base nos pressupostos da fenomenologia interpretando os olhares dos educandos e dos educadores.

 

6. SOCIOLINGUÍSTICA E ENSINO

 

Coordenadora: Ms. Maria do Socorro Dias Loura

 

Resumo: As pesquisas analisam, além de aspectos sociolinguísticos, outros relevantes para o ensino de Língua Portuguesa nas escolas, confrontando o que o professor ensina com aquilo que efetivamente o aluno aprende e vivencia. Tanto quanto a diversidade cultural, a diversidade lingüística caracteriza nosso país, definida, por exemplo, por regiões, condições socioeconômicas, idades diferentes. Reconhecer as variantes lingüísticas significa reconhecer: a) a equivalência linguística entre tais variantes; b) a equivalência entre as culturas que as variantes expressam; c) o padrão culto como uma variante de prestígio, escolhida em todas as sociedades por critérios econômico-políticos para ser a variante "oficial", aquela que será ensinada na escola e na qual se expressam os documentos orais e escritos administrativos, oficiais, públicos, escolares e grande parte da literatura de qualquer sociedade;

d) o reconhecimento e o respeito devido a todas as variantes, inclusive a das classes populares e das crianças. O foco volta-se também para a questão do preconceito, já que a palavra “preconceito” tem como significado uma opinião ou um conceito formados por antecipação, geralmente com precipitação, sem uma análise mais profunda ou conhecimento de um determinado assunto. As pessoas não levam em consideração suficientes argumentos contrários e favoráveis e também múltiplos aspectos sobre os fatos, por consequência, sem a suficiente e necessária reflexão. O preconceito está geralmente relacionado com a ignorância, aqui vista como a ausência de conhecimento acerca de determinado assunto.


COMPONENTES

Professores Pesquisadores:

 

Ana Maria de Lima Souza - UNIR

Célio José Borges - UNIR

Clarides Henrich de Barba - UNIR

Iracema Gabler - UNIR

João Guilherme Rodrigues Mendonça - UNIR

Maria do Socorro Dias Loura - UNIR

Nair Ferreira Gurgel do Amaral - UNIR

Neusa dos Santos Tezzari - UNIR

Glória Valladares Grangeiro - Voluntária

Tania Rocha Parmigiani - Voluntária

Maria Antonia Fernandes da Silva - SEDUC

Maria da Conceição Barbosa de Souza - SEDUC

Eliandra de Oliveira Belforte - SEDUC

Jaqueline Gomes da Costa - SEMED

Terezinha Andrade da Costa - SEDUC

 

Estudantes:

Avany Aparecida Garcia (Mestrado Letras)

Cláudia Justus Tôrres Pereira (Mestrado Educação)

Gabriel Pereira de Melo (PIBIC)

Gleidenira Lima Soares (Mestrado em Ciências da Linguagem)

Janes Angie M. de Abreu (Mestrado em Ciências da Linguagem)

Kaete dos Santos da Costa (PROEXT/Cultura)

Kely Bianca Amaro Sales (PIBEX)

Maria da Saúde Gomes da Silva (PIBIC)

Naiane Gomes dos Santos Moura (PIBIC)

Silvia Regina Fernandes das Neves (Mestrado em Educação)

Viviane Braz Nogueira (Mestrado em Letras)